ghose 📚 terminó de leer La historia interminable de Michael Ende

La historia interminable por Michael Ende
La Emperatriz Infantil está mortalmente enferma y su reino corre un grave peligro. La salvación depende de Atreyu, un valiente …
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La Emperatriz Infantil está mortalmente enferma y su reino corre un grave peligro. La salvación depende de Atreyu, un valiente …
( sol2070.in/2026/04/onde-os-velhos-nao-tem-vez-cormac-mccarthy/ )
Onde os Velhos Não Têm Vez (No Country for Old Men, 2005, 256 pgs) foi meu primeiro romance do lendário Cormac McCarthy que se passa num tempo nem tão distante, já moderno (anos 80). Estava ansioso por isso.
O estadunidense é mais famoso pelos "faroestes" (injustiça ter que usar essa palavra) como Meridiano de Sangue e a Trilogia da Fronteira, além do apocalíptico A Estrada. Já Onde os Velhos é um inquietante e sombrio suspense policial.
Leio muitos romances "de gênero", mas concordo que é limitador aplicar esse rótulo ao escritor. Ele é considerado um dos maiores romancistas norte-americanos de todos os tempos e também aplaudo entusiasmado.
Para quem não viu o já clássico filme (comento no final), a sinopse não tem grande coisa: Moss, um humilde veterano do Vietnã encontra uma mala de dinheiro de traficantes. Todo mundo …
( sol2070.in/2026/04/onde-os-velhos-nao-tem-vez-cormac-mccarthy/ )
Onde os Velhos Não Têm Vez (No Country for Old Men, 2005, 256 pgs) foi meu primeiro romance do lendário Cormac McCarthy que se passa num tempo nem tão distante, já moderno (anos 80). Estava ansioso por isso.
O estadunidense é mais famoso pelos "faroestes" (injustiça ter que usar essa palavra) como Meridiano de Sangue e a Trilogia da Fronteira, além do apocalíptico A Estrada. Já Onde os Velhos é um inquietante e sombrio suspense policial.
Leio muitos romances "de gênero", mas concordo que é limitador aplicar esse rótulo ao escritor. Ele é considerado um dos maiores romancistas norte-americanos de todos os tempos e também aplaudo entusiasmado.
Para quem não viu o já clássico filme (comento no final), a sinopse não tem grande coisa: Moss, um humilde veterano do Vietnã encontra uma mala de dinheiro de traficantes. Todo mundo vêm atrás, incluindo o velho xerife Bell e Chigurh, um assassino incomum.
O que absorve e magnetiza não é esse gasto enredo. Além do estilo seco e duro da prosa, realçado com diálogos memoráveis, o vilão Chigurh vem com uma aura de escuridão monumental, como uma força irrefreável que chega arrombando a porta para assolar o mundo moderno. Seu rastro de extermínio serial é inédito para os policiais do caso, especialmente o nostálgico xerife Bell.
Apesar de ser praticamente um romance de vilão, o xerife no fundo é o protagonista maior, mesmo que quase não participe da ação, já que a prosa é intercalada por suas reflexões interiores. O título é sobre ele, e tudo o que representa. Cuidadoso, respeitoso e crente (mais nos valores sobre certo e errado do que na religião em si), começa a considerar seriamente o que de fato seria o diabo. McCarthy não é um autor religioso, mas o Mal é um de seus grandes temas.
Como o assombroso Juiz Holden, de Meridiano de Sangue, Chigurh não é um criminoso qualquer. Ambos são metódicos, astutos, mestres no que fazem, estratégicos, com visão de longo prazo e, principalmente, convicção total nos princípios invertidos a que chegaram, uma visão de mundo perversa e amoral, mas coerente e lógica, sintoma da degeneração geral, talvez até cósmica. Na verdade, não é que eles cultivem a abominação, são encarnações dela.
Uma diferença é que Chigurh domina táticas mortíferas mais avançadas e destrutivas, em sintonia com o recrudescimento moderno das matanças generalizadas praticadas por cartéis, polícias, máfias e exércitos.
O romance pode ser lido como um vira-páginas policial, de sanguinolência explosiva. Mas o que o eleva é essa camada de algo maior assolando o mundo, prenunciando uma degeneração apocalíptica.
Contudo, não é tão forte como seus outros livros que exploram esses temas. A camada existencial não está por toda parte. Não há suas tradicionais longas frases cadenciadas de irresistível poder evocativo. Há menos paisagem, descrição mítica e muito mais ação.
As reflexões do xerife por vezes soam como os lamentos de um velho conservador. Reclama mais de uma vez de jovens com cabelo colorido e brinco no nariz. Mas ele oculta um tormento interno. Sua história continua bem depois que a perseguição principal já concluiu, e no final dá sentido e contexto a seus monólogos pessimistas por todo o livro.
Isso é algo que ficou de fora do filme de 2007 (cuja tradução do título trocou "velhos" por "fracos"), também assombroso. Os irmãos Cohen dirigiram uma adaptação exemplar, seguindo o ritmo seco e duro, sem nenhuma música para direcionar emoções, com diálogos e cenas praticamente idênticas ao livro, e o ator Javier Bardem, como o assassino que é uma força da natureza, talvez em seu papel mais inesquecível.
Entretanto, a profundidade do xerife e sua história não entraram, assim como alguns traços marcantes de Moss, como sua ética também anormalmente coerente, do outro lado. Provavelmente, nem teria como, sob o risco de alongar demais e pulverizar o foco — mas na literatura é plenamente possível aprofundar assim.
Deixeimos a un lado, se fose posible, o estilo e o tipo de persoa a quen se dirixe a novela.
Sally Jones narra en primeira persoa a peripecia vital e o sarillo político no que involuntariamente se viu envolta xunto ao seu compañeiro H.Koskela. Sóa, é quen de ir atopando as persoas que lle dan unha man no plano persoal e tamén na súa búsqueda da verdade para axudar ao seu amigo. O periplo é longo e cheo de momentos perigosos. Nel, Sally Jones, cóntanos a angustia que a aflixe, a esperanza e a forza de vontade para superar as dificultades.
Non diría que é unha novela de Aventuras, aínda sendo o seu relato unha en si mesma, se non que de xeito máis ou menos transparente a novela transmite o diálogo interior de Sally Jones mostrando os seus medos, sentíndose vulnerable, pero ao mesmo …
Deixeimos a un lado, se fose posible, o estilo e o tipo de persoa a quen se dirixe a novela.
Sally Jones narra en primeira persoa a peripecia vital e o sarillo político no que involuntariamente se viu envolta xunto ao seu compañeiro H.Koskela. Sóa, é quen de ir atopando as persoas que lle dan unha man no plano persoal e tamén na súa búsqueda da verdade para axudar ao seu amigo. O periplo é longo e cheo de momentos perigosos. Nel, Sally Jones, cóntanos a angustia que a aflixe, a esperanza e a forza de vontade para superar as dificultades.
Non diría que é unha novela de Aventuras, aínda sendo o seu relato unha en si mesma, se non que de xeito máis ou menos transparente a novela transmite o diálogo interior de Sally Jones mostrando os seus medos, sentíndose vulnerable, pero ao mesmo tempo pasando á acción e tomando o timón dos acontecementos. Proxecta no futuro as consecuencias das súas accións e identifica, describe, máis aló da evidencia, as personalidades dos protagonistas que atopa polo camiño. Unha bondade intrínseca emana de moitos deles, de forma un pouco infantil, pero está ben, non todo o mundo é malo por moito que a veces o pareza. Establecer lazos de confianza con quen che bota unha man para non ter medo ao afrontar as dificultades.
Fíxoseme longo, a verdade, por veces redundante, pero non quita para que fose entretido.
Grazas a * que me convidou a lelo ;-)

É de noite no porto de Lisboa. Baixo o brillo das farolas, un home corre para salvar a súa vida. …
O relato está escrito desde o punto de vista da protagonista, unha señora xa maior á que o terratenente vai desafiuzar, xunto co resto da aldea, e a partir deste suceso van agromando todos os temas importantes na vida. Darlle un futuro ás crianzas, a convivencia e axuda mútua en situacions de dificultade, a morte que se achega e a reflexión sobre a nósa propia vida e as decisions que tomamos e as que nos vemos forzadas a tomar, a dignidade da defensa dos valores ante o poder e os seus abusos e inxustizas, as intrahistorias familiares tan difíciles de «xulgar» desde fóra.
Podería seguir coa lista, mais creo que é máis interesante todo o contexto esbozado de xeito sutil, como quen non quere a cousa, miradas, acenos, sobrentendidos e empatía, o reparto do traballo, as obrigas de carácter social, etc.
Todo é a descrición dunha época e …
O relato está escrito desde o punto de vista da protagonista, unha señora xa maior á que o terratenente vai desafiuzar, xunto co resto da aldea, e a partir deste suceso van agromando todos os temas importantes na vida. Darlle un futuro ás crianzas, a convivencia e axuda mútua en situacions de dificultade, a morte que se achega e a reflexión sobre a nósa propia vida e as decisions que tomamos e as que nos vemos forzadas a tomar, a dignidade da defensa dos valores ante o poder e os seus abusos e inxustizas, as intrahistorias familiares tan difíciles de «xulgar» desde fóra.
Podería seguir coa lista, mais creo que é máis interesante todo o contexto esbozado de xeito sutil, como quen non quere a cousa, miradas, acenos, sobrentendidos e empatía, o reparto do traballo, as obrigas de carácter social, etc.
Todo é a descrición dunha época e lugar, co marco dos valores cristiáns apuntalando o poder feudal represor do capitalismo oligarca. Esta frase queda fea lida así, pero peor é a cobertura moral dos crimes que proprciona a relixión, como vemos hoxe en día igual que sempre.
Se podes, le o relato.

Esta novela está ambientada na época dos desaloxos das Terras Altas escocesas entre 1792 e a década de 1850, cando …
Dixenlle a quen mo emprestou que o ía ler e vouno facer, claro, pero non estou afeito a este tipo de novelas. Tampouco son o público obxectivo, e neste sentido, nas páxinas que lin, inquédame un pouco ler frases como:
As doutrinas anarquistas teñen un forza de atracción especial para individuos de escasa moral.
Hai que dicir que se trata dun fragmento dunha nova nun xornal que está lendo a protagonista, e ela sabe que moito do que conta o artigo é mentira, pero mostra ela mesma tamén desconfianza sobre se puidese ser verdade esta implicación política, como se ser anarquista fose un rasgo preocupante a ter en conta. Son varias frases deste estilo, non é un comentario illado.
Non sei, a ver como avanza a historia. Tampouco quero ser tiquismiquis, pero despois pasa o que pasa, que quedan palabras no subconsciente …
Dixenlle a quen mo emprestou que o ía ler e vouno facer, claro, pero non estou afeito a este tipo de novelas. Tampouco son o público obxectivo, e neste sentido, nas páxinas que lin, inquédame un pouco ler frases como:
As doutrinas anarquistas teñen un forza de atracción especial para individuos de escasa moral.
Hai que dicir que se trata dun fragmento dunha nova nun xornal que está lendo a protagonista, e ela sabe que moito do que conta o artigo é mentira, pero mostra ela mesma tamén desconfianza sobre se puidese ser verdade esta implicación política, como se ser anarquista fose un rasgo preocupante a ter en conta. Son varias frases deste estilo, non é un comentario illado.
Non sei, a ver como avanza a historia. Tampouco quero ser tiquismiquis, pero despois pasa o que pasa, que quedan palabras no subconsciente cun significado negativo e non sabes porque. Ata que lea outras cousas, se ten sorte.
Prácticamente é unha descrición contínua do que acontece arredor de Sally Jones e o que ela sinte, as dúbidas que xorden, cómo se pon na pel das outras persoas.

«En una novela tiene que haber un héroe, y aquí se han reunido deliberadamente todos los rasgos del antihéroe», dice …
Opinión
O autor apóiase na figura de A. Einstein para facer eloxio da bicicleta tanto desde un punto de vista práctico como para a saúde mental, pois entende que ir en bicleta nos da pausa e espazo. Estando de acordo, son parte da Causa a Prol da Bicicleta, o libro non me aportou nada máis alá de anécdotas sobre a vida de Einstein e a historia da creación da bicicleta como un proxecto de desenvolvemento Open Source.
O libro está orientado ao uso da bicleta como medio de transporte diario, como alternativa saudable ao transporte coletivo/individual en vehículos a motor. Einstein é un gancho, dada a súa afinidade e loas á bicicleta. Toma tamén a personalidade e marco moral de Einstein para establecer o que B. Irvine considera propio dunha persoa plena.
Pode que sexa por non profundizar nas teses que enuncia, pero a …
Opinión
O autor apóiase na figura de A. Einstein para facer eloxio da bicicleta tanto desde un punto de vista práctico como para a saúde mental, pois entende que ir en bicleta nos da pausa e espazo. Estando de acordo, son parte da Causa a Prol da Bicicleta, o libro non me aportou nada máis alá de anécdotas sobre a vida de Einstein e a historia da creación da bicicleta como un proxecto de desenvolvemento Open Source.
O libro está orientado ao uso da bicleta como medio de transporte diario, como alternativa saudable ao transporte coletivo/individual en vehículos a motor. Einstein é un gancho, dada a súa afinidade e loas á bicicleta. Toma tamén a personalidade e marco moral de Einstein para establecer o que B. Irvine considera propio dunha persoa plena.
Pode que sexa por non profundizar nas teses que enuncia, pero a min pareceume que algunhas eran frases soltas engadidas de xeito incoherente. Outras directamente non as compartía, pero isto é cousa miña.
Citas
Pego aquí algunha fragmento que destaquei mentras lía
nosotros valoramos los objetos por lo que dicen de nosotros y no por sí mismos. Queremos los accesorios más llamativos, la ropa de última moda y el mobiliario más elegante, no porque nos interesen estas cosas materiales, sino porque creemos que proyectan una buena imagen de nosotros.
Note: Narcisos. A prol.
A los ciclistas no suele preocuparles en exceso su imagen y, por tanto, es raro que adopten actitudes narcisistas con respecto a sus vehículos. Y lo mismo cabe decir a la inversa: el ciclismo tiene algo que te aparta del narcisismo
Note: Falacia.
O autor, en xeral, concede superioridade moral intrínseca ás persoas que usan a bicicleta.
detestaba las diferencias de clase y la desigualdad. «Luchar por la justicia social es lo más valioso que puede hacerse en la vida»
Note: Buscar esta cita a ver se é certa, que está ben, pero igual que coa bicicleta, Einstein era un ser de luz (pun intented)

Ben Irvine nos explica cómo experimentar la sabia manera de ver la vida de Einstein a través del sencillo placer …