…por deus que non sexa un truño tamén.
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ghose 📚 wants to read Snow Crash by Neal Stephenson

Snow Crash by Neal Stephenson
Only once in a great while does a writer come along who defies comparison -- a writer so original he …
ghose 📚 started reading Snow Crash by Neal Stephenson
ghose 📚 stopped reading Q by Luther Blissett
Após 148 páxinas: muito overrated. Colando páxinas da wikipedia como se non houbese fin.
Pode que máis adiante, na páxina 783 se transforme nunha novela engaiolante, mais non hei atinxir ese punto.
Dise «atinxir», non «atinguir». Palabras as dúas que nunca uso e esquecerei lembrar a correcta.
sol2070@velhaestante.com.br reviewed A Morte do Pai by Karl Ove Knausgaard (Minha Luta, #1)
Arte de narrar memórias
5 stars
( sol2070.in/2026/02/morte-do-pai-knausgaard/ )
Quando soube da série de autoficção (memórias estruturadas como um romance) Minha Luta, de Karl Ove Knausgaard, interessei-me pouco. A vida de escritores é algo que não costuma me cativar, pelo contrário. Dá sono, especialmente se exagerar nas micro-angústias de artistas que vivem em seu mundo à parte da maioria das pessoas (o que felizmente não é o caso).
Agora, após ler cinco de suas excelentes ficções, não resisti à série de seis livros. A Morte do Pai (2009, 408 pgs), mesmo sendo só a primeira parte, já foi um dos melhores livros de memórias que li.
Entendi porque a série é unanimidade absoluta de crítica e até de certo público (10% da população norueguesa a leu), sendo considerado um dos maiores escritores vivos do país.
O que a diferencia (estou no segundo livro) é o agudo talento narrativo, a observação …
( sol2070.in/2026/02/morte-do-pai-knausgaard/ )
Quando soube da série de autoficção (memórias estruturadas como um romance) Minha Luta, de Karl Ove Knausgaard, interessei-me pouco. A vida de escritores é algo que não costuma me cativar, pelo contrário. Dá sono, especialmente se exagerar nas micro-angústias de artistas que vivem em seu mundo à parte da maioria das pessoas (o que felizmente não é o caso).
Agora, após ler cinco de suas excelentes ficções, não resisti à série de seis livros. A Morte do Pai (2009, 408 pgs), mesmo sendo só a primeira parte, já foi um dos melhores livros de memórias que li.
Entendi porque a série é unanimidade absoluta de crítica e até de certo público (10% da população norueguesa a leu), sendo considerado um dos maiores escritores vivos do país.
O que a diferencia (estou no segundo livro) é o agudo talento narrativo, a observação cotidiana minuciosa que consegue não ser maçante, a honestidade brutal e a personalidade.
A prosa não tem adornos, narra de modo direto e simples tudo o que vê e pensa — em digressões que dariam bons ensaios. Mas, ao transcorrer, o efeito acumulado transcende completamente o simples e objetivo, em direção a uma vastidão em todos os detalhes.
A narrativa não é cronológica. Parte do presente, vai e volta, incluindo a infância até o morte do pai, lá pelos 30 anos.
A honestidade do relato chegou a levantar controvérsias sobre como a família do escritor foi exposta, incluindo alcoolismo e negligências diversas. Seu tio chegou a processá-lo pelo modo como o pai foi retratado.
Também desnuda as próprias aflições e neuroses, principalmente os impulsos antissociais e alguma arrogância como enxerga outras pessoas, revelando aquele tipo de pessoa que talvez preferiríamos manter distância (o que também fizeram com ele, em boa parte).
Mesmo assim, surge um personagem fascinante. Já me identificava muito com a visão de autor que transparece em seus outros livros, especialmente o distanciamento de outsider, os aspectos sombrios e até suas preferências no rock.
O título da série, “Minha Luta”, em parte se refere à constante tensão entre o peso de seu mundo subjetivo — a maneira muito particular e marcada como percebe tudo — e a objetividade inalcançável de um mundo externo não transfigurado pela subjetividade.
É exatamente essa lente que torna a narrativa tão marcante.
Ele menciona que pegou da mãe o hábito de observar minuciosamente o comportamento das outras pessoas. Quando criança, ficavam conversando sobre as atitudes de quem encontravam, o que disseram e as possíveis motivações. Deve vir daí seu talento excepcional para descrever gente e acontecimentos.
Também termina sendo um retrato microcósmico da sociedade escandinava (se passa também na Suécia), incluindo os abismos emocionais e existenciais de que não estamos acostumados a ouvir sobre a vida nos países-modelo de “bem-estar social”. A família é de classe média, mais para baixa do que alta, com um estilo de vida simples para a Noruega, mas materialmente bastante confortável em comparação com países de muita desigualdade. Aquela comodidade da vida que em nada impede obsessões mais sombrias.
Isso aparece de uma forma como nunca vi na relação com o pai. E o processo de sua morte é tão chocante que parece ultrapassar a ficção.
Mas não é só angústia. Sobra beleza e até humor, talvez involuntário. A sinceridade sobre suas reações internas ocultas ao interagir com outras pessoas às vezes é hilária — para mim funcionando como um espelho.
Também foi uma leitura fascinante por mostrar de onde vêm muitas das coisas que aparecem em seus outros livros, como a alternância de epifanias existenciais e naturais com dimensões sombrias.
Um retrato memorável da profundidade e entrelaçamento da vida, daqueles em que a narração da existência se torna arte pura, como nos melhores romances.
ghose 📚 started reading Q by Luther Blissett

Q by Luther Blissett
Calificada por los críticos como obra maestra y comparada insistentemente con El nombre de la rosa, Q es una larga …
ghose 📚 stopped reading Neuromante by William F. Gibson
ghose 📚 reviewed O que me quedaba por dicirche by Alberto Mancebo (Narrativa)
ghose 📚 wants to read O mono do asasino by Jakob Wegelius
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ghose 📚 wants to read As rapazas de Xan by Manuel Iglesias Turnes (Narrativa / Xerais, #318)
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O que me quedaba por dicirche by Alberto Mancebo (Narrativa)
A vida de Xoán transcorre nunha especie de entresoño que o obriga a manter unha relación dificultosa e estraña co …
ghose 📚 reviewed Peregrino transparente by Juan Cárdenas
un libro de viaxes pola idiosincrasia, historia e natureza colombiana
4 stars
A novela está moi ben escrita, usa unha linguaxe coidada e nada presuntuosa. O autor non se fai un autohomenaxe. Axudaría á comprensión da novela, e a apreciala aínda máis, se coñecese tan siquera minimamente a historia política de Colombia no século XIX. Non é isto impedimento para desfrutala, se non unha oportunidade para aprender. Da trama, do narrado, non digo nada que non apareza na sinopse. Podería dicirse que é o caderno de viaxe dunha expedición xeográfica escrito a varias mans, estando unha delas no presente. Así como describe con precisión paraxes, a flora e a meteoroloxía, do mesmo xeito se aproxima ás diferentes persoas que atopan na expedición. A súa consideración como suxeitos de dereito é tema de debate na expedición e así se describe na novela. O estrato social, económico e político resulta tamén nun retrato paralelo ao anterior dando forma á reflexión subxacente sobre …
A novela está moi ben escrita, usa unha linguaxe coidada e nada presuntuosa. O autor non se fai un autohomenaxe. Axudaría á comprensión da novela, e a apreciala aínda máis, se coñecese tan siquera minimamente a historia política de Colombia no século XIX. Non é isto impedimento para desfrutala, se non unha oportunidade para aprender. Da trama, do narrado, non digo nada que non apareza na sinopse. Podería dicirse que é o caderno de viaxe dunha expedición xeográfica escrito a varias mans, estando unha delas no presente. Así como describe con precisión paraxes, a flora e a meteoroloxía, do mesmo xeito se aproxima ás diferentes persoas que atopan na expedición. A súa consideración como suxeitos de dereito é tema de debate na expedición e así se describe na novela. O estrato social, económico e político resulta tamén nun retrato paralelo ao anterior dando forma á reflexión subxacente sobre a propia condición humana e O Propósito que nos move. A novela merecía máis respeto e atención da miña parte, cunha lectura fragmentada. Así, non entendín en absoluto o sentido dalgunha pasaxe metafórica, de carácter onírico, un desvarío ascético 🙃 Merece atención.
lrp (PeterLib) reviewed Las gratitudes by Delphine de Vigan
Sobre las palabras, el lenguaje y los silencios
5 stars
Me pareció muy bueno y gran trabajo de traducción. Por el valor que se da a los silencios o cómo se trata al silencio, me hizo re-cordar a "La historia del silencio" de Pedro Zarraluki.
Me pareció muy bueno y gran trabajo de traducción. Por el valor que se da a los silencios o cómo se trata al silencio, me hizo re-cordar a "La historia del silencio" de Pedro Zarraluki.
ghose 📚 finished reading Peregrino transparente by Juan Cárdenas

Peregrino transparente by Juan Cárdenas
Henry Price, pintor inglés al servicio de la Comisión Corográfica, una expedición científica que recorre Colombia en 1850, va siguiendo …







